A partir
da década de 1970 passou-se a observar em escala mundial uma verdadeira
revolução técnica científica e informacional, caracterizada pelo uso intensivo
das tecnologias, que passaram a contribuir para transformações em diversos
âmbitos relacionais, sociais e culturais. Não fugindo dessa assertiva, a
educação no contexto tecnológico seguiu mesma tendência, possibilitando a
entrada de novas metodologias e “necessidades relacionadas à prática docente”
(REIS, S/N), todavia constituindo-se ainda em um percalço para muitos profissionais
da educação. Contudo os professores devem estar atentos à inserção das
tecnologias no ambiente educacional, pois elas podem contribuir na condução do
trabalho docente, quando possibilita a construção de uma aprendizagem contextualizada.
A
construção das aprendizagens é definida por alguns estudiosos a partir de
determinada concepção adotada em suas teorias. Englobando os diversos estudos
destacados por REIS, S/N, considera-se que a aprendizagem é um processo de
mudança de comportamento conquistada a partir da experiência afetiva – como evidencia
Wallon, biológica – destacado por Piaget e da interação entre indivíduos e meio
– como aponta Vygotsky, tendo a aquisição de alguma habilidade e/ou competência
como resultado dela.
Por
fim, toda a mudança de paradigma gera dificuldades adaptativas, e a entrada das
tecnologias no contexto educacional não foi diferente. Ao professor cabe o
trabalho de se atualizar e saber conduzir e/ou inserir as tecnologias de modo
proveitoso no seu trabalho, não a utilizando somente como ferramenta expositiva,
mas sim como um instrumento metodológico capaz de contextualizar o conteúdo ministrado
por ele, de modo a efetivar o processo de ensino e aprendizagem. Ao aluno o
cuidado de utilizar as tecnologias de modo consciente, sabendo que essa
ferramenta de modo algum substituiu a mediação do professor, mas que pode
efetivar novas aprendizagens.
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